Geral - 15/03/17 00h00

Dia de paralisação contra a reforma da previdência

Ônibus não estão circulando. Em Passo Fundo, desde as primeiras horas da manhã, integrantes de movimentos sociais e centrais sindicais estão mobilizados

A quarta-feira (15) deve ser marcada por atos contra a reforma da previdência, em todo o país. Em Passo Fundo, desde as primeiras horas da manhã, integrantes de movimentos sociais e centrais sindicais estão mobilizados nos portões das empresas responsáveis pelo transporte coletivo. Os ônibus da Coleurb e Codepas não saíram das garagens.

Conforme o presidente do SINDIURB, sindicato que representa os trabalhadores do transporte coletivo, Miguel dos Santos Silva, em assembleia realizada nesta manhã, mais da metade da categoria aderiu a mobilização e o transporte não tem previsão de retorno hoje.

O movimento também tem a adesão dos bancários. De acordo com o diretor do Sindicato dos bancários, Nelson Fazenda, algumas agências bancárias públicas poderão paralisar o atendimento por alguns períodos. Os bancos privados funcionam normalmente.

O Conselho Municipal dos Professores (CMP) está entre as entidades que deliberaram pela paralisação. Após a convocação do sindicato cerca de 90% das escolas sinalizam paralisar e compor as atividades organizadas na cidade para esse dia. A dirigente do CMP Sindicato, Regina Costa dos Santos, explica que a necessidade da categoria se somar à paralisação nacional se deve ao fato de serem diretamente atingidos pela reforma previdenciária sugerida pelo Governo Federal.

Além disso, ao longo do dia estão previstos atos, com concentração que já acontece na Praça do Teixeirinha, no centro da cidade. Segundo lideranças das centrais sindicais, às10h, está previsto um ato-público e após, a mobilização sairá em caminhada pela Avenida Brasil até o Banco do Brasil, posteriormente se dirigindo ao Banrisul e retornando à Praça do Teixeirinha.

À tarde, o magistério municipal, se une aos professores da rede estadual e realizam uma aula pública a partir das 14h.

Reforma da previdência

Dentre os principais pontos da reforma proposto pelo governo, estão a idade mínima de 65 para requerer aposentadoria, tanto para homens quanto para mulheres, e a elevação do tempo mínimo de contribuição. Hoje, as mulheres podem se aposentar até cinco anos antes dos homens. O governo propôs, no entanto, uma regra de transição para que quem está perto da aposentadoria não seja prejudicado. Através dela, as pessoas que estiverem com 50 anos ou mais, no caso dos homens, e 45 anos ou mais, no caso das mulheres, poderão se aposentar pelas regras atuais, pagando um pedágio de 50% sobre o tempo que faltava para a aposentadoria.

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